O espírito estagiário na
terra.
Educação espiritual sem
religião, apenas uma filosofia de vida!
Estando praticamente isolado do mundo material podemos ter uma
noção ampla da dinâmica do ser no mundo imaterial. Transportando-nos para esse
mundo, transcendendo esse momento da mente material, em transe, notamos latente
em nós outro mundo coordenado por nossa mente livre e esquizofrênica. Esquizofrenia
essa, causada pela nossa avidez em tudo que começamos a conhecer querer ter.
Assim o mundo exterior torna-se um turbilhão de moldes concretos que nos prende
tolhendo-nos de estar livres para dominar. Domínio esse impossível de acontecer
por causa de nossa insanidade, nossa pressa e falta de experiência, ignorância essa
que nos torna incapazes de gerenciar tanto poder e liberdade. Enredando-nos
ainda mais nesse contexto veremos criaturas bárbaras, seres mau-formados no
físico, na mente e no emocional. Talvez possamos descrever com mais
profundidade o que se está tentando demonstrar fazendo uma analogia meio
tortuosa do ser imaterial neste mundo material. Sombras exóticas sibilando nas
encostas, qualquer coisa que sirva para deslizar, escorregar ao mesmo tempo em
que se serve dessas bases como ponto natural para locomoção. Exoticamente sem
forma e formado por uma sombra descritível, mas ao mesmo tempo instável, deixa
entrever uma inquietação, uma pressa sem destino, um local, qualquer lugar para
ir. A emoção que passa é uma sordidez sarcástica. Sentimos uma irreverência
total a qualquer coisa, notamos em seu agir que sente ele não haver limites
para si, não se importando nem com o que ou quem está próximo, nem com as
regras porque as desconhece completamente. É uma inteligência desinteligente! É
um buscador de informação, de qualquer informação. Não se excede, porque não há
exceção. Vai onde quer e como quiser. Só uma coisa o controla; A matéria que o
atrai! Por vezes nota-se que pode “perder décadas no tempo” por ter encontrado
algo novo que é seu por direito “pensa”, projetando um modo de torna-la sua,
seu, ou ele! Não há tempo a perder, não há tempo a contar, simplesmente não há
tempo! Se precisar ficar, então fica o quanto for necessário a sua estada naquele
objetivo. Não há tempo, há elemento. Se algo o chama a atenção, mas não há
controle, é o pensamento fluindo e ele seguindo. Desliza em uma velocidade que
não se vê, e chega com uma transparência no mover-se que só se sente. É o ser
imaterial errante no espaço da terra. Sempre tem um rumo, sem rumo. Sempre com
um objetivo, sem objetividade! Irônico, perverso, imaturo, zombeteiro, mau,
inocente, sem malicia, inconsequente. Um ser ignorante em busca de aprendizado.
Aventuras oferecidas por Deus a seus filhos infantis na escola das vidas
terrena para sua evolução compulsória e emancipação espiritual aos arcos de
Deus.
Leonardo Thomas de Aquino
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